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NAULILA ANDRÉ, ADMINISTRADORA DO KILAMBA KIAXI, DENUNCIADA POR COBRANÇA ILEGAL DE “BOAS FESTAS” E ENCERRAMENTO DE ESTABELECIMENTOS

Investigação Especial – Kilamba Kiaxi

Naulila André, Administradora do Kilamba Kiaxi, Denunciada por Cobrança de “Boas Festas” e Encerramento de Estabelecimentos

Luanda – A nossa redação teve acesso a denúncias graves envolvendo a Administração Municipal do Kilamba Kiaxi.

Naulila André

Naulila André – Administradora Municipal do Kilamba Kiaxi

Principais denúncias

  • Cobrança coerciva de valores designados como “boas festas”
  • Encerramento de estabelecimentos por recusa de pagamento
  • Pressão sobre empresários nacionais e estrangeiros
  • Plano de alienação do Mercado do Golfe
  • Suspeitas de favorecimento a empresários nigerianos

A administradora municipal do Kilamba Kiaxi, Naulila André, está a ser acusada de liderar um esquema informal de cobrança de valores a empresários locais e estrangeiros, sob o pretexto de “boas festas”, sem qualquer enquadramento legal ou administrativo.

Segundo fontes internas da própria administração municipal, vários comerciantes foram pressionados a contribuir financeiramente, sendo advertidos de que a recusa poderia resultar no encerramento imediato das instalações comerciais.

A investigação apurou que diversos empreendimentos foram selados de forma sumária, com justificações genéricas de “irregularidades”, sem respeito pelos procedimentos legais, notificações formais ou prazos de correção.

Outro ponto sensível envolve o Mercado do Golfe, que, segundo as denúncias, integra um plano para ser alienado ou cedido a um grupo de empresários nigerianos descritos como próximos da administradora municipal.

Até ao momento, não existe qualquer informação pública sobre concurso, consulta pública ou autorização superior que legitime a eventual alienação do espaço, levantando fortes suspeitas de conflito de interesses e gestão danosa do património público.

A Administração Municipal do Kilamba Kiaxi, liderada por Naulila André, não respondeu às questões enviadas pela nossa redação. Funcionários contactados recusaram-se a prestar declarações, alegando ordens superiores.

Juristas ouvidos consideram que, caso as denúncias se confirmem, os factos podem configurar abuso de poder, extorsão e violação grave das normas da administração pública, justificando intervenção da IGAE e da Procuradoria-Geral da República.

Investigação em curso.
A nossa redação assegura confidencialidade absoluta às fontes e continuará a acompanhar o caso.
Se quiser, diga-me onde vai publicar.