Busto sem preço: Governo do Cuanza Norte reinaugura monumento e esconde custo da obra
A reinauguração do busto da Rainha Nzinga Mbandi, em Ndalatando, promovida pelo Governo Provincial do Cuanza Norte, está a gerar polémica após a ausência de informações públicas sobre o custo da obra. A falta de transparência em relação aos valores investidos levanta suspeitas e reacende o debate sobre a gestão dos fundos públicos na província.
A cerimónia, realizada no âmbito das comemorações do Dia do Início da Luta Armada de Libertação Nacional, foi apresentada como parte do programa de requalificação de espaços públicos, com o objectivo de valorizar a memória histórica e melhorar a imagem urbana da capital provincial.
Durante o acto, o governador destacou a importância simbólica da Rainha Nzinga Mbandi e afirmou que a intervenção pretende reforçar o turismo cultural e o sentimento de pertença dos cidadãos.
Apesar da inauguração oficial, nenhum valor foi divulgado publicamente sobre o custo total da obra.
Falta de transparência gera suspeitas
A ausência de dados financeiros sobre o projecto tem gerado críticas entre cidadãos, activistas e observadores, que consideram a situação um sinal preocupante de falta de transparência na gestão de obras públicas.
Sem a divulgação de contratos, valores e entidades executoras, torna-se difícil para a sociedade acompanhar a aplicação dos recursos do Estado, abrindo espaço para suspeitas e questionamentos.
Perguntas que continuam sem resposta
• Qual foi o custo total da requalificação do busto?
• Que empresa executou a obra?
• Houve concurso público ou contratação directa?
• Qual foi a origem dos fundos utilizados?
• Existe relatório financeiro acessível ao público?
• Quanto foi pago ao escultor e às equipas técnicas?
• Quem fiscalizou a execução da obra?
• Por que o custo não foi divulgado na cerimónia oficial?
Debate sobre responsabilidade pública
Especialistas em governação defendem que a transparência nas obras públicas é essencial para evitar suspeitas de má gestão e reforçar a confiança dos cidadãos nas instituições.
Organizações da sociedade civil afirmam que qualquer projecto financiado com recursos do Estado deve apresentar relatórios detalhados, com valores, contratos e responsáveis pela execução.
O jornal continuará a acompanhar o caso e mantém-se aberto ao direito de resposta das autoridades provinciais e das entidades envolvidas.
