Ticker

6/recent/ticker-posts

Ad Code

Responsive Advertisement

SME detecta centenas de candidatos sem perfil no polémico curso básico de migração




SME detecta centenas de candidatos sem perfil no polémico curso básico de migração


O Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) concluiu, no passado dia 10 de Dezembro, em Luanda, o novo processo de recadastramento do 2.º Curso Básico de Migração, suspenso anteriormente devido a irregularidades graves.


Durante o processo, a comissão inspectiva, com o apoio do Serviço de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE), identificou um elevado número de candidatos sem perfil para o ingresso neste órgão castrense do Ministério do Interior.


Entre as irregularidades mais graves, foram encontrados mais de 300 candidatos com cadastro criminal activo e cerca de 450 pessoas com dificuldades de leitura, o que os torna inadequados para funções de natureza técnica e operativa. Além disso, o recadastramento revelou adulterações de idades em várias candidaturas.


Outra situação preocupante foi a não comparência de mais de 80 instruendos, que desapareceram misteriosamente durante o processo, levantando suspeitas sobre a sua selecção inicial.


Segundo fontes do SME, os cidadãos com processos criminais ativos serão encaminhados ao Serviço de Investigação Criminal (SIC) para devida averiguação e responsabilização.


De salientar que o Curso Básico de ingresso no SME, que contava com mais de 5.000 candidatos e estava em fase final após seis meses de formação na Escola Nacional de Migração (ENAMI), foi cancelado a quatro dias do seu encerramento.


A decisão surgiu após serem detectadas irregularidades graves no processo de seleção, que incluíam indícios de entrada irregular de candidatos, popularmente conhecida como a “porta do cavalo”.


A direcção do SME assegura que os candidatos que cumprem os critérios de ingresso devem manter a calma e aguardar a afixação das listas definitivas deste novo processo de triagem.


Recentemente, o ministro do Interior, Manuel Homem, anunciou que a operação de recadastramento e fiscalização será estendida a outros órgãos do Ministério do Interior (MININT), incluindo o Serviço de Investigação Criminal (SIC), os Serviços de Proteção Civil e Bombeiros e os Serviços Prisionais.


Durante uma visita às instalações centrais do SIC, o ministro garantiu que todos os processos de recrutamento serão reavaliados para eliminar candidatos com condutas duvidosas.


“Há suspeitas de que alguns efetivos não possuem o perfil necessário para integrar os órgãos do MININT. Esses processos serão revistos à lupa, para garantir a idoneidade e a competência dos selecionados”, afirmou Manuel Homem.


Os instruendos, que viram o curso suspenso em fase terminal, aguardam agora pela divulgação das listas definitivas do novo processo de recadastramento.


O SME reiterou o compromisso de cumprir rigorosamente os critérios estabelecidos para o ingresso e prometeu transparência no processo.


A nova triagem surge como resposta a um cenário de irregularidades recorrentes no recrutamento, com impacto directo na credibilidade e eficiência dos órgãos castrenses.


A medida, vista como necessária, procura garantir que os futuros efetivos tenham idoneidade moral, competência técnica e cumpram os requisitos exigidos para servir em instituições do Estado.