PGR não investiga Rede de venda de sentenças no Tribunal de Luanda
A rede que opera no Tribunal de Luanda, Dona Ana Joaquina, que foi
denunciada esta semana por estar a ajudar a desbloquear mais de 16
milhões de euros e 7 bilhões de kwanzas de origem duvidosa da conta
bancária do motorista de um general das FAA, foi citada pelo “Maka
Angola”, num outro esquema de trafico de sentença e corrupção.
PGR não investiga corrupção no Palácio Dona Ana Joaquina
Liderada
por Emílio Silveira Ferreira Mesquita, que ocupa há vários anos o cargo
de Secretário Administrativo do Tribunal Provincial de Luanda, a rede
atua em conjunto com operadores de justiça, como advogados, para
facilitar os seus esquemas. A rede utiliza contratos fictícios e
empresas de fachada para justificar os pagamentos recebidos,
beneficiando-se assim da falta de transparência e da morosidade do
sistema judicial angolano.
Emílio Silveira Ferreira Mesquita, o líder
da rede, já foi funcionário da área financeira da Odebrecht em Angola,
tendo sido expulso após uma infração que o levou à prisão, num período
de três meses. Na altura, o seu pai, Domingos Mesquita, que ocupava o
cargo de Presidente do Tribunal Provincial de Luanda de 2014 a 2016,
puxou-o para trabalharem juntos, tornando-se oficial de diligência de 3ª
classe. Assim que o pai deixou o cargo, remeteu o nome do filho ao
então ministro da justiça e direitos humanos, Rui Jorge Mangueira, para
ser nomeado (despacho 1229/17) como Secretário Administrativo Interino
do Tribunal Provincial de Luanda, até aos dias de hoje.
Com o título
“CORRUPÇÃO, OU A JUSTIÇA DO “BOM SAMARITANO”, uma reportagem do Maka
Angola de 2022, cita Emílio Mesquita, secretário do Tribunal Provincial
de Luanda, como estando a ser acusado de solicitar suborno em troca de
favores num processo judicial. A acusação partiu do empresário Rui
Manuel, sócio da empresa Riusol, que garantiu ter entregue 20 milhões de
kwanzas a Mesquita, mas que não obteve o resultado esperado. Mesquita
negou as acusações, afirmando ter agido de boa fé.