Miguel Neto, é respondido pelo Michael Jackson de Angola O OFICIA CANIGGIA JACKSON
Provavelmente, se você já atua como músico, já deve ter sido questionado sobre o que de fato você faz profissionalmente, “além de ser músico”, como se isso não fosse uma profissão séria, mas sim, um hobbie. Por mais constrangedor que possa parecer, há um enorme preconceito das pessoas em relação ao músico profissional, principalmente no Brasil – como se o músico não investisse tempo e recursos para aprender o que sabe e para atuar no mercado de trabalho. Confira um pouco mais desta discussão!
O que você faz “além de ser músico”?
De repente, em uma conversa com uma pessoa que você acabou de conhecer, esta pessoa pergunta a você:
Qual a sua profissão?
Sou músico.
Que legal, e trabalha com o quê?
Você se identificou? Isso acontece com muita facilidade. As pessoas comuns, por diversos motivos, acreditam que ser músico não é uma profissão, e sim, um passatempo, uma renda extra, algo que se faz às vezes porque se gosta. Ledo engano! Além de ser uma profissão reconhecida mundialmente pelos órgãos trabalhistas, é um trabalho desgastante, com alto investimento, horários restritos e segmento bem especializado. Há conhecimentos específicos para atuar nesta profissão e ainda é preciso ter uma tendência para ser músico.
As pessoas confundem ainda o músico amador do músico profissional – um faz seu trabalho como uma profissão exclusiva ou predominante; o outro toca de modo descompromissado, como uma renda extra ou um hobbie. Saiba mais sobre as diferenças entre o músico profissional e o músico amador
Mas é preciso compreender que há pessoas que passam anos de sua vida investindo tempo, dinheiro e talento na busca de experiência e destaque no mercado de trabalho. Estas vivem de música e muitas vezes para a música – seja apenas tocando ou explorando atividades secundárias, como o ensino de música, produção musical, etc.
No Brasil, parece que se você não for famoso ou se esta profissão não lhe render milhões, não passa de um passa tempo. Mas para o Ministério do Trabalho e Emprego, ser músico é uma profissão legítima e regularizada desde 1960, como consta na Classificação Brasileira das Ocupações. Veja mais sobre a legislação:
Lei nº 3.857, de 22 de dezembro de 1960 – Cria a ordem dos músicos e Dispõe sobre a regulamentação do exercício da profissão de músico, e dá outras providências.
Portaria nº 3.346, de 30 de setembro de 1986, do Ministério do Trabalho – Dispõe sobre a fiscalização do trabalho de Artistas e Técnicos em espetáculos de diversões e Músicos.
Entre os músicos que possuem uma formação autodidata ou formação fora da academia, há um desconhecimento crônico, que na relação músico x empregador, pode fazer com que a profissão seja vista de modo desvalorizado, o que gera ainda mais preconceito das pessoas para com este profissional.
Além disso, a OMB – Ordem dos Músicos do Brasil, instituição representativa desta classe, afirma que é o registro no OMB uma obrigação legal e “habilita o músico ao exercício profissional, garantindo seus direitos legais. De outra parte, o registro representa uma garantia à sociedade de que o profissional que o possui é perfeitamente habilitado a exercer a profissão”.
Em conformidade com o art. 28 da Lei 3857/60 e alíneas, é livre o exercício da profissão de músico, em todo território nacional, observados o requisito da capacidade técnica e demais condições estipuladas em lei.
Não há nada que justifique tanto preconceito e desdem com a profissão de músico como ocorre hoje entre as pessoas de uma forma geral. O músico é um profissional como qualquer outro e não requer outras funções para se legitimar como um trabalhador.
Cota Miguel Neto isso é pra ti

