OS ANGOLANOS TÊM QUE PENSAR ANGOLA. INFELIZMENTE O GOVERNO ANGOLANO NÃO PROMOVE E NÃO DEMOCRATIZA ESSE PENSAMENTO E DISCUSSÃO
Quando vejo a apresentação de um debate em ANGOLA com a presença de analistas angolanos, especialistas em muitas áreas do saber, professores, doutores, historiadores, investigadores das ciencias sociais etc., workshops...etc.,
eu me pergunto,
mas onde está ANGOLA, onde está a sua substância africana, onde está a sua mentalidade colectiva intelectual moderna socialmente e politicamente inclusiva, numa dinâmica de construção de sinergias políticas e sociais consubstanciada numa sociedade civil que aglomere (de aglomerar) os angolanos que querem (mesmo que o esforço e o sacrifício tenha que ser muito, tenha que ser profundo, tenha que ser de sacrifício, mas que o é essencialmente de carinhos na diversidade de opiniões, a doçura de construir um carinho angolano, que aglomera angolanos de diferentes micro nações, para construir uma nação colectiva angolana, moderna e inclusiva na sua mentalidade. Porque o mais radical esforco colectivo angolano, de construção materialistar, isto é. dos bens e serviços de consumo, da construção de conhecimento e das obras de engenharia, é um processo mais lento, de suor. de respirações ofegantes, de muito sacrifício, mas quando tivermos a mentalidade modetna, aberta, inclusiva na diversidade intelectual, a construção materialista será exigente mas fácil, pois será feita com motivação colectiva.) a riqueza humana angolana.
Faz 2 dias falava com um jovem de 30 anos, dizia- me ele: já estive em Portugal, Brasil, Inglaterra, voltei a Angola por motivo familiar, ele domina as tecnologias comunicacionais e dizia-me. Já fiz alguns projectos, mas aqui em Angola, chamam-te, apresentas o projecto, depois a quem apresentas o projecto ao teu parceiro de negócio ou potencial cliente, ele é a porta do negócio, fotografa mentalmente o projecto, fica com o trabalho, depois da-te voltas, não diz mais nada, e mais tarde vez que obteu projecto está no mercado, ele ganha a massa e tu ficas pobre, sempre pobre, e quem fica com a massa são sempre os mesmos.
Esta história real é queixa nacional, a motivação desaparece,
os jovens e não só desejam, querem hoje, sair do seu país, e o que acontece, é que se estes técnicos mostrarem habilidades os países modernos desenvolvidos recrutam-nos e não olham à raça desde que se adaptem ao novo país e sejam uma solução de mercado nos países que deles necessitam.
Por isso ANGOLA, ÁFRICA. tem que construir e ser permanentemente sustentada por uma mentalidade colectiva capaz de gerar de forma permanente a força e a solidez de uma estrutura social e politica feita de homens e mulheres de diferentes pensamentes mas que convivem entre si respeitando-se mutuamente, respeitando origens sociais, origens indígenas micro regionais (Lundas, Cabindas, Cunenes...etc.), para pensarem programas políticos nacionais, provinciais, regionais e locais.
É fundamentao as autarquias, os órgãos políticos e sociais locais, que darão resposta às exigências da dinâmica social local, porque os locais exigem por direito e por consciência, pensar e decidir sobe a construção de um espaço social espacial e político de um lugar onde eles vivem e frequentam de forma permanente. E é na base desta coexistência nacional das micro nações angolanas que gerando interfaces comunicacionais entre si, podem assim construir a unidade nacional angolana. Ficará assim, protegida e garantida, as ambições, as motivações mobilizadoras de participação social criativa no pensamento e no saber e os méritos organizacionais políticos e sociais das micro nações angolanas, resultando assim, ou dando origem assim, ao contributo destas micro nações, para participarem na definição de um programa político e social nacional (isto é, da Angola territorial) que será orquestrado politicamente por um governo nacional eleito por voto universal e directo do colectivo angolano.
Lembrei este meu raciocínio do meu pensar ANGOLA, por hoje observar e escutar na televisão a coroação de CARLOS III do REINO UNIDO, e observar e escutar as análises políticas da história daqueles povos. E fiquei atento ao facto histórico de o Reino Unido / Inglaterra/ Londres na sua história ter sido um império colonial e mercador de escravos, é hoje um país diferente na sua estratégia de permanecer uma nação forte, sólida e competitiva, uma vez que deixou de ser uma potência industrial de amplitude colonial, qual a nova estratégia?
A nova estratégia é a abertura da sociedade inglesa a novos individuos que são consequência dos laços de origem colonial, indivíduos estes que oriundos de territórios coloniais geram novas comunidades, com diferentes modos de costumes e de fé mas que se integram na nação britânica / inglesa, e trazem novas dinâmicas de se realizarem social e profissionalmente, sendo que alguns são profissionais e políticos de elite no reino. O PRIMEIRO MINISTRO INGLÊS É DE ORIGEM INDIANA, SUA ESPOSA É de origem indiana, de uma das famílias mais ricas e de negócios da Índia, ele o primeiro ministro e esposa são jovens de 40 / 45 anos e tecnocratas prestigiados. O presidente da câmara de Londres, é um inglês de origem muçulmana e fé muçulmana, também da classe social de prestígio e tecnocrata de primeira linha, associados a provas profissionais e sociais adquiridas por mérito e não, impossível no Reino, a provas adquiridas por influência familiar corruptiva.
Esta é a estratégia dos países ocidentais, nos seus desafios de um novo mundo.
No século XV, XVI, até XIX/XX as colónias (o que era o novo mundo ocidental de então, que estava em África. Índia, Ásia, Américas), e hoje está assente na abertura ao mundo, recebendo indivíduos de outros povos em particular vindos de antigas colónias, possuidores de habilidades profissionais de elevadíssima especialização e qualidade, que buscam participar nos desafios da nova ciência tecnológica e social das sociedades ocidentais que ao mesmo tempo, oferecem os benefícios elevadíssimos em qualidade e em oportunidades por mérito e por solidariedade, ao conforto que as sociedades ocidentais vivem num contexto e dinamismo dos estados democráticos de direito.
NOTA: este texto foi feito directamente para a rede social. Não foi submetido a leitura de correcções e de corrigir palavras.
Espero ter passado o meu pensamento, que é somente um contributo de minha visão e de atender à minha visão de como a minha Angola deve cinhar para futuro.
Naturalmente, outros compatriotas terão uma visão diferente e de sua diferente maneira de ver um futuro de Angola
06.05.2023. CANZILA
