NOS JORNAIS DA NOSSA TERRA, É RELEVANTE A NOTÍCIA DE QUE O KWANZA SE DESVALORIZOU, dando a parecer, que há o receio de a queda ser maior no curto futuro
REPETE-SE O FILME ANGOLANO: O PETRÓLEO MAIS BARATO, MENOS DIVISAS, KWANZA DESVALORIZA.
Até 11 de Novembro de 1975, a economia angolana era uma economia de manufaturas. Manufaturas estas muito parecidas com as da chamada metrópole. Os colonos, eram portugueses que querendo sair do país, procuraram África, Angola, como oportunidade de uma nova vida. Houve outros, que escolheram França, Alemanha, Luxemburgo, Suíça, Venezuela, Austrália, Estados Unidos, Canadá (...), e em todos estes destinos houve casos de sucesso, hoje são donos de grandes empresas.
Com a descolonização, e a opção de os novos governantes por um sistema político ideológico do socialismo científico, foi impossível e estava impossível a continuidade dos portugueses em Angola, que pretendiam adoptar como seu país, de ficarem e trabalharem com os novos dirigentes de governação e do novo país.
A maioria regressou a casa, com uma mão atrás e outra à frente, isto é, sem dinheiro; pois que tudo tinham apostado em Angola como terra de futuro.
Portugal beneficiou com o regresso dos colonos, pois a sua maioria, regressou e inventou e copiou negócios que tinham na então Angola. Criaram novas empresas, a entrada de Portugal na Comunidade Europeia gerou novos mercados e com isso mais clientes, hoje são os filhos que lideram algumas grandes empresas e muitas pequenas empresas de manufactura.
A manufatura é a sustentabidade de qualquer economia, é a capacidade de uma sociedade ser independente ou menos dependente das economias de outros países, podendo criar postos de trabalho e gerar riqueza.
SIM, a manufatura exige KNOW-HOW do produto a produzir ou dos serviços a prestar. Adquirir esse KNOW-HOW exige em função da necessidade do país, estratégia e definição de como abordar essa estratégia, em função dos recursos e meios disponíveis ou a obter e como os obter.
FUNDAMENTAL, haver vontade política e haver uma liderança que tenha definido esse empenhamento de delinear uma estratégia e de fazer caminho para atingir objectivos.
Não termos uma indústria de manufacturas, temos que desviar parte significativa das receitas do orçamento angolano ( 50% ), para o serviço da dívida - China e outros - não augura bom viver em Angola, para milhões de angolanos, para os restantes, o quadro da incerteza social, é, será a realidade.
Angola tem futuro? Claro que tem; nem que seja para ser um país pobre!!!
Com a descolonização, os angolanos não souberam ou não quiseram aproveitar a indústria de manufactura existente e deixada pelo colono em 1975!
Hoje pergunto:
qual a estratégia de desenvolvimento da manufatura industrial angolana?
