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Corrupto Ministro Eugénio Laborinho (e sobrinhos) toma de assalto Comando Provincial de Luanda

 


Ministro Eugénio Laborinho (e sobrinhos) toma de assalto Comando Provincial de Luanda 


Que o ministro do Interior, Eugénio César Laborinho, não é flor que se cheira, todos já sabemos. Que o ministro do Interior é uma pessoa de má-fé, como disse recentemente o ex-comandante geral da Polícia Nacional, Paulo de Almeida, também já não restam dúvidas. Que o ministro do Interior é o protector de traficantes de drogas pesadas (cocaínas e crack entre outras) como revelou “Man Genas”, ex-membro do HDA, sinceramente, era quase impensável acreditar. Agora o que ninguém quase sabia, é o que o 
Imparcial Press vai detalhar nesta peça.





Segundo uma fonte fidedigna do Imparcial Press, desde que o general Eugénio Laborinho foi nomeado ao cargo de ministro do Interior, em 2019 e reconduzido em 2022, pelo Presidente da República (seu primo), o Comando Provincial de Luanda da polícia nacional passou indirectamente sob a sua gestão.

De lá para cá, esta instituição castrense se tornou um verdadeiro cemitério policial, ou seja, propriedade do ministro Eugénio Laborinho. Que confirmam [esta afirmação] os comissários-chefes, António Sita e Eduardo Cerqueira, que agora passam a vida a lamentar, tal como o último ex-comandante geral. Eles detinham o poder, mas eram impedidos de os exercer pelo próprio ministro do Interior.

De acordo com os dados em nossa posse, o general Eugénio Laborinho tem usado a sua influência para impôr a promoção e nomeação dos seus familiares mais próximos (e amigos destes) dentro dos comandos provinciais da polícia nacional de Angola, em particular o de Luanda.

Os seus sobrinhos (Eduardo Laborinho, Emerson Andrade Laborinho Jala e Lizandro Andrade Jala) e amigos destes, ingressaram na corporação apenas em 2015 – na altura Laborinho era Secretário do Estado do Ministério do Interior, no regime do malogrado ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos – e de lá para cá, os mesmos já ostentam patentes de oficiais superiores, tais como de intendente e de inspector geral.









Além de serem promovidos, sem menores esforços, os mesmos foram nomeados a comandantes sob a orientação directa do próprio ministro do Interior, conforme garantiu a nossa fonte.

“Uns são nomeados a comandantes ou 2ºs comandantes municipais, o que tem causado um sentimento de revolta e tristeza no seio das forças do Comando Provincial com mais anos de casa”, revelou a nossa fonte, acrescentando que as ordens de promoção e nomeação são exclusivamente para eles.

“Gabam-se que agora é o momento deles e vamos ter que os engolir porque ficaram muito tempo no anonimato enquanto o padrinho era Secretário de Estado do Ministério do Interior”, frisou a fonte.

São eles:

Eduardo Laborinho, filho do irmão do ministro do Interior, cadete do Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais “Osvaldo Serra Van-Dúnem”.

Antes de serem promovidos à intendentes
Mesmo na condição de “cadete” tem apanhado várias promoções de patenteamento, ostentado atualmente o grau de intendente com proposta e indicação do tio para ocupar o cargo de Comandante do Corpo de Alunos desta instituição a fim de ser promovido a superintendente-chefe.

Pois, Eduardo é conhecido no seio das forças como o “sobrinho querido” do ministro Laborinho e tem levado até a ele [ministro do Interior] alguns chefes de departamento do ISCPC para serem promovidos a altos cargos e em compensação estes lhe atribuem notas altas e certificados de méritos.

Emerson Andrade Laborinho Jala, filho da irmã do ministro do Interior e sobrinho do 2º Comandante Geral Ferreira de Andrade.
Ostenta a patente de intendente em apenas sete anos de polícia. Actualmente é comandante da esquadra das Casas Azuis, vulgarmente conhecido por Projecto Nandó, pertencente ao Comando Municipal do Kilamba Kiaxi da polícia nacional.












Sabe-se que o general Eugénio Laborinho mandou oferecer uma viatura do Ministério do Interior a essa esquadra e – para dar privilégio ao sobrinho – mandou de igual modo reabilitar a esquadra.

Sob a proposta e indicação do tio [Eugénio Laborinho], especula-se que o intendente Emerson Laborinho Jala será muito brevemente nomeado – pelo actual comandante provincial de Luanda – para o cargo de Chefe de Operações do município de Viana ou 2.º Comandante de algum outro município.

Lizandro Andrade Jala (filho da irmã e também sobrinho do 2.º Comandante Geral, Ferreira de Andrade) ostenta a patente de intendente em apenas sete anos de polícia. É actualmente Comandante da Esquadra do Quenguela, do Comando Municipal de Belas. Tem 33 anos de idade.

Constantino Francisco da Costa, filho de um amigo de infância do ministro.
Promovido a intendente em apenas sete anos de polícia. Constantino é afilhado de Eugénio Laborinho. Actualmente é comandante do Posto Policial do Camama, onde também o seu padrinho “mandou efectuar obras de reabilitação” e a atribuir uma viatura vinda do Ministério do Interior, a fim de facilitar o trabalho do afilhado. Tem 34 anos de idade.
Os outros privilegiados que ingressaram (todos) na polícia a 04 de de Novembro de 2015.


O inspector-chefe José Alexandre Cerqueira Lourenço – filho do falecido general Kwanza e sobrinho e afilhado da presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira –, chefe do Núcleo de Administração e Serviços da 1º Esquadra do Kilamba. Tem 33 anos de idade.
O inspector-chefe Trezor Atanásio Tchenda é amigo de sobrinhos do ministro do Interior. É actualmente comandante da Esquadra do Titanic. O mesmo é conhecido ironicamente como o sobrinho de todos os comandantes. Tem 33 anos de idade.
O inspector-chefe Hélder Correia Samuhanda, amigo “bajulador” dos sobrinhos do ministro do Interior, actual Comandante da Esquadra do Capolo 2. Tem 33 anos de idade.
O inspector-chefe Filipe Cassange Batista, amigo pessoal do intendente Eduardo Laborinho, sobrinho do ministro do Interior. Tem 33 anos de idade.









Em apenas sete anos de polícia, este já é chefe de Policiamento de Proximidade. Filipe Batista e o Eduardo trabalha(ra)m juntos na empresa de segurança privada do ministro Laborinho.

Importa realçar que também são conhecidos por, de alguma forma, retirar o privilégio ou hegemonia que havia no Comando Provincial de Luanda, os apelidados “ango-tugas”, por estudaram em Portugal, que também tiveram uma ascensão muito rápida, que são:

O superintendente-chefe Lázaro da Conceição, chefe de Departamento de Operações do Comando Provincial de Luanda;
O superintendente Carlos Neto, 2º Comandante de Viana;
O superintendente Júlio Gomes, 2º Comandante de Cacuaco;
O superintendente Adilson Santos, Chefe do DIIP Luanda;
O intendente Osvaldo Fausto, 2º Comandante da Quissama.