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PR João Lourenço é outra vez "enganado" sobre informações de obras públicas.


 O Presidente da República, João Lourenço, elogiou, este sábado, a contribuição da sociedade civil para a construção do novo Hospital Municipal da Baía Farta, na província de Benguela.


"Ao Estado, caberá equipar a nova infra-estrutura de saúde, que deverá estar em condições de funcionar dentro de um mês", declarou à imprensa o Estadista angolano, depois de visitar o hospital.


João Lourenço, que hoje trabalhou na província de Benguela, enfatizou que fez questão de visitar o hospital devido à uma característica pouco comum: “foi a sociedade civil que entendeu oferecer este hospital à comunidade, o Estado só vai equipar a infra-estrutura".


"Mais do que visitar o novo hospital, vim agradecer pessoalmente este nobre gesto", disse, sublinhando que todos carregaram pelo menos uma pedra.


Segundo o líder angolano, não se trata exactamente de uma parceria público-privada, por ser uma iniciativa sem fins lucrativos, com objectivo social e também uma demonstração do bom relacionamento entre o Executivo e a classe empresarial.


Lembrou que, em 1983, quando foi nomeado governador de Benguela, percebeu que o espírito de solidariedade na província era tão forte que o aeroporto da cidade foi construído com a comparticipação dos cidadãos.


Orçada em 721 milhões de Kwanzas, a construção da infra-estrutura iniciou em 2011, numa área de 47 mil 491 metros quadrados, à entrada do município da Baía Farta. 

Resumo da versão final da visita a Baía farta

PR João Lourenço é outra vez "enganado" sobre informações de obras públicas.


Uma matéria do Novo Jornal do seu correspondente em Benguela da conta de que o Chefe de Estado, aquando da sua recente visita àquela província, foi mal informado sobre a proveniência de verbas para um hospital envolto em suspeitas de corrupção. 


João Lourenço saiu da província de Benguela convicto de que o Hospital Municipal da Baía Farta foi financiado por empresários locais, quando, na verdade, a obra resulta de fundos públicos,  tal como mostram os resultados das pesquisas feitas pelo Novo Jornal.


Não se conhece a fonte da informação avançada pelo Presidente angolano, se é o Governo Provincial ou os próprios empresários, mas, de acordo com a publicação, o Serviço de Informação e Segurança do Estado (SINSE) está em cena, para descobrir de onde veio a informação que levou o Presidente a ficar mais uma vez "mal na fotografia".

Por Miguel Araújo de Carvalho

28/02/2021

Luanda Angola